Delson Vetromilla
Delson Vetromilla, Growth Hacker Umbler

O que esperar das mudanças do Google Adwords

O evento anual do Google, no qual são apresentadas as novidades dentro das plataformas próprias e tendências gerais para o marketing digital para o ano seguinte, que ocorreu no mês de julho, trouxe algumas novidades e mudanças do Google Adwords – que (spoiler) deixará de existir com esse nome em breve.

Mas, isso não quer dizer que seja ruim.
Vamos lá!

Neste post falaremos sobre:
– Analytics 360
– Google ADS e Machine Learning
– Novas especificações
– O que mudou e o que esperar do Google


O Analytics 360

Já faz algum tempo que a empresa vem redesenhando e integrando os seus produtos. Desde 2016 é possível usar a plataforma Analytics 360, composta pelo próprio Analytics, além do Tag Manager e o Data Studio e algumas outras ferramentas de utilidade para administração de sites.

Pois agora será feita a integração do analytics 360 com a Double Click, a plataforma de compra de mídia programática do Google. Mas este é um produto para grandes (bem grandes) anunciantes. Também, desde 2016, vem sendo testada e liberada em Beta a nova interface do Adwords, e é aí que as coisas começam a mudar para a maioria de nós.


O Novo Google Ads e Machine Learning

A partir do dia 24 de julho o Google Adwords passa a se chamar Google Ads. A ferramenta seguirá com sua base inalterada, imprimindo anúncios de texto, vídeo e display mas é muito provável que o layout da interface reflita o teste Beta que já está no ar há bastante tempo. Está prometido um esforço ainda maior de machine learning na ferramenta, automatizando alguns processos, inclusive com uma integração ao Google Sheets, que deve ser bastante útil.

Atualmente é possível criar campanhas inteligentes apenas inserindo imagens e textos na ferramenta, e deixando a criação dos anúncios para a máquina. Na prática, isso ainda é um pouco estranho, pois há um investimento mínimo alto para se aplicar em um formato de teste sem garantias de resultado, mas é esperado que esta forma de “criar” anúncios seja disponibilizada para rede de pesquisa, o que facilitaria bastante a mensuração de otimização de resultados, pois a ferramenta irá selecionar os melhores títulos e textos de anúncio para manter na campanha.


Novas especificações

Também os anúncios de texto receberão uma mudança importante: as especificações serão alteradas e os anúncios terão um título de até 30 caracteres e duas linhas de descrição com 90 caracteres. Estes anúncios certamente irão se adaptar a tela que o usuário realizar a busca, podendo ou não ser exibido em sua totalidade.


Captação de leads no Youtube

Para o Youtube também há grandes novidades. A principal delas é a possibilidade de criação de campanhas de vídeo focadas em alcance. Já faz algum tempo que isso se faz necessário e agora será possível investir com objetivo claro de atingir uma determinada porção do público alvo de maneira muito mais simples e direta. Outra boa ferramenta a ser inserida é a captação de leads diretamente no Youtube.

Um dos grandes problemas dos anúncios na plataforma é que o consumidor tem que sair dela para realizar a ação desejada. Se ele está em um momento de foco no entretenimento, por exemplo, dificilmente irá parar para “conversar” com a marca. Agora, teremos um formato para captação de leads diretamente no vídeo, para que depois possa ser trabalhado. Através de uma combinação de pesquisas e verificação de dados, o Google espera melhorar ainda mais a mensuração da resposta do público ao conteúdo das marcas, permitindo a elas entender melhor a jornada do seu consumidor.


O que mudou e o que esperar de Google?

Em resumo, teremos um segundo semestre de 2018 bastante movimentado para quem é anunciante. Há a promessa de que todas as mudanças não afetarão a performance das campanhas, mas é necessário manter o olho bem aberto. E, como de costume, é bastante provável que nem todas novas funcionalidades estejam disponíveis para nós logo no lançamento, sendo disponibilizadas com o passar dos meses. Algumas destas grandes novidades já existem no mercado (no Facebook, por exemplo), mas a aplicação delas no Google Ads certamente é um movimento gigantesco para quem trabalha com marketing digital.

Na prática, quem já faz uso de alguns recursos automáticos não deve sentir tanto as mudanças na implementação de novas campanhas, mas com a promessa de um uso mais refinado de machine learning, podem esperar uma melhora na performance, seja qual for o tipo de conversão utilizada. Os anunciantes que, por algum motivo, não fazem uso de muitos recursos automáticos da plataforma, devem se preparar para novas rodadas de teste, pois não há outra forma de entender os novos recursos e seus impactos se não testando os mesmos, até porque cada anunciante tem suas próprias métricas para explorar.


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Delson Vetromilla
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