Laís Menini (Convidada)
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Freelancing como carreira: possibilidades e oportunidades de mercado

Por muito tempo o freelancer foi conhecido como aquele sujeito (ou sujeita) que fazia um trabalhinho aqui, outro ali, de maneira esporádica, depois do horário de serviço, para ganhar uma graninha extra.

Contudo, essa nunca foi a real definição de freelancer, que é uma opção de carreira como qualquer outra, incluindo a carteira assinada ou o empreendedorismo. Mais próxima da segunda conceituação do que a primeira, nesse caso, um trabalhador freelancer é aquele profissional autônomo que não tem, necessariamente, comprometimento de longo prazo com nenhuma empresa, mas pode atender ao mesmo cliente por muito tempo ou ter várias linhas de atuação ao mesmo tempo.

A diferença principal entre o freelancer e o microempresário é a burocracia: um microempresário ou microempreendedor precisa emitir notas fiscais para os serviços prestados, enquanto um freelancer pode só emitir um registro de profissional autônomo (o famoso RPA) ou não emitir nenhum documento específico, não declarando especificamente a fonte da renda adquirida.

Outra diferença pode ser a regulamentação da profissão que o freelancer desempenha. Um exemplo: um jornalista pode desempenhar tarefas técnicas de sua profissão para uma ou mais empresas como freelancer, independente do tamanho dos projetos, mas um psicólogo nunca será um “psicólogo freelancer”, já que a regulamentação de sua profissão exige que, para prestar atendimentos, ele precisa ser registrado no conselho regional e ter um ambiente específico para essa ocupação.

Fato é que, se sua área de atuação ou seus hobbies te permitam ser um freelancer, existem inúmeras possibilidades e oportunidades de mercado esperando por você.

E não estamos falando de fazer um dinheiro extra, não: estamos falando até de fazer dinheiro como a principal fonte de renda, trabalhando de casa, fazendo seus próprios horários e escolhendo seus clientes.

Só que, por mais atrativo que possa parecer, não seja enganado pelo canto da sereia: a vida de freelancer guarda, sim, boas possibilidades de atuação, mas só para quem sabe se organizar, tem disciplina, está comprometido com o trabalho e, principalmente, consegue entender a profundidade do que está fazendo.

 

Possibilidade #1: transformar paixão em carreira

Imagine a seguinte cena: de 8h às 18h uma pessoa trabalha como desenvolvedor de software, mas aos fins de semana adora fotografar. Um dia, fez um ensaio do sobrinho, que é bebê, de maneira super informal, mas todo mundo adorou o resultado.

Por mais que essa pessoa adore trabalhar com TI, não dá pra negar que ela tem talento para brilhar em outra área também – que, além de estar bastante aquecida (hoje muita gente faz books fotográficos de seus bebês), pode abrir portas para novas e lucrativas possibilidades, como a fotografia de casamento, 15 anos e até de pet.

As oportunidades de mercado não faltam para esse exemplo, assim como podem estar aquecidas também para outros tipos de hobby: fazer doces, bolos, escrever em um blog…

O primeiro passo para transformar a sua paixão em um projeto freelancer é entender se ela serve para o mundo, ou seja, se alguém pode querer pagar por ela. Exemplo: você adora colecionar álbuns de figurinhas, mas esse hobby não é nada lucrativo. Contudo, se você estudar essa área, pode conhecer todo um mercado sobre troca de figurinhas repetidas ou até abrir um negócio novo para gerenciar esse problema das pessoas.

Então, antes de achar que tudo o que você faz para se divertir pode virar freela, estude o mercado, as oportunidades e, sempre que possível, faça cursos profissionalizantes para te deixar mais preparado a assumir a paixão como um compromisso profissional.

Mexer nas redes sociais é uma das maiores alegrias de muita gente, mas se lançar como freela no mercado sem fazer um bom curso de marketing digital pode ser um tiro no pé.

 

Possibilidade #2: ganhar mais dinheiro com o que você já faz pra viver

Outra oportunidade de começar a carreira como freelancer é mirar na sua própria área de atuação e perseguir novas oportunidades dentro daquilo que você já está acostumado a fazer.

Digamos que você trabalhe como designer para uma agência de publicidade e bata o cartão religiosamente de 9h às 18h, com uma hora de almoço. Dependendo da empresa, por mais talentoso que você seja, o seu salário não vai aumentar por causa disso: são muitos colegas fazendo a mesma coisa e, às vezes, você nem tem a real chance de mostrar suas habilidades por conta dos projetos limitantes dos clientes.

Se você quiser e puder mostrar o talento de maneira mais ampla, pode começar a atuar como freelancer de design depois do horário, trabalhando de casa para projetos fora da agência.

Como você é uma pessoa física buscando melhorias para sua carreira, não há conflitos de interesse do tipo “seria melhor eu indicar esse cliente para a agência”. Mesmo porque, em alguns casos, o freela recebe menos por projeto do que uma grande empresa – e é justamente por essa economia que eles são escolhidos por quem precisa de seus serviços.

Fazer freela daquilo que você já faz diariamente pode ser, também, um bom termômetro de mercado e de autocrítica para a possibilidade de abrir o próprio negócio no futuro. Primeiro, porque mostra se há real procura por aquilo que você faz; segundo, porque vai te mostrar com clareza o que é lidar diretamente com o cliente e combinar prazos.

Não são raras as histórias de gente que começou a carreira em empresas e, na primeira oportunidade viável, abandonou a carteira assinada para seguir como freela. Essa é a porta de entrada para, quem sabe, abrir seu próprio negócio, com CNPJ e tudo, em curto ou médio prazo.

 

E as oportunidades?

Parece clichê, mas, na vida de freela, as oportunidades são você quem faz. É preciso se dedicar, cobrar um valor justo, entregar as demandas no prazo, acompanhar o cliente no desenvolvimento do serviço que você prestou e ter a certeza de que ele foi bem atendido e está satisfeito.

Isso vai garantir que você tenha seu trabalho lembrado e passado pela frente – e o boca a boca ainda é uma das melhores formas de marketing que conhecemos.

Além disso, vá a eventos da sua área e construa uma rede de contatos sólida para que você consiga estar por dentro das nuances do mercado e suas oportunidades. Assim, mesmo que não esteja atendendo ninguém no momento, você mostra sua cara e se faz lembrado por quem possa precisar de você no futuro.

Para isso, desenvolva desde já um cartão de visitas com seus contatos e não deixe de ir em fóruns, congressos e eventos gerais da sua área, mesmo que você seja muito tímido.

E aí, já se sente preparado para atuar como freelancer? O mercado está ansioso pela sua resposta. 😉

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