Jéssica Beltrame
Jéssica Beltrame

Umblercast: Mulheres na Tecnologia

Março é o mês em que buscamos refletir, analisar e valorizar a vida, a luta, os desafios e conquistas das mulheres. O Umblercast desse mês não poderia ser diferente, não é mesmo? Para isso, convidamos um supertime de mulheres na tecnologia para conversar sobre carreira, oportunidades, educação e muitos outros temas importantes. Aqui você confere alguns highlights do que rolou nesse episódio, mas não deixe de ouvir o papo todo porque está sensacional.

A Umbler preparou também uma série de posts sobre Mulheres na Tecnologia, relembre:

Não chegou a ouvir esse podcast ainda? No problems! Aproveite e confira o último episódio do Umblercast. Vale a pena!

Mulheres na tecnologia

Segundo dados do IBGE, as mulheres são maioria da população brasileira. Além disso, vivem mais tempo, têm mais educação formal e ocupam 44% das vagas de emprego registradas no país. Porém, o número de mulheres desempregadas é 29% maior que o de homens.

O mercado de tecnologia no Brasil e no mundo é um dos mais ricos em quantidade de oferta de vagas, mas, de acordo com a Women in Tech, 74% das meninas que demonstram interesse pelas áreas de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), apenas 0,4% delas escolhem estudar ciências da computação.

Como mudar essa realidade? Como inserir mais mulheres em carreiras na TI? Como superar as dificuldades e preconceitos em uma área predominantemente machista?

O primeiro passo deve ser dado ainda na infância. É muito comum associar o computador, o video game e a ciência aos meninos. Enquanto, muitas vezes, as meninas são desencorajadas quando demonstram interesse em aprender matemática, jogar vídeo game ou aprender a programar desde cedo. Mudar esses estímulos que recebemos ao longo da vida é o primeiro passo para encorajar as meninas à  explorar diferentes áreas.

Ambiente acadêmico

Segundo dados da PNAD, 79% das mulheres que entram nas faculdades na área de tecnologia abandonam o curso no primeiro ano. O ambiente acadêmico acaba tendo grande papel negativo na formação de mulheres na TI. Seja pela falta de incentivo familiar, pelo machismo ou pelo pouco incentivo da sociedade.

Essa cultura aos poucos vai mudando. É preciso um esforço de toda a sociedade para mudar os preconceitos, incentivar as meninas a conhecer o mundo da tecnologia, criar melhores condições para as mulheres dentro das universidades, denunciar e punir o machismo e apoiar as mulheres a seguirem seus sonhos.

Mais um incentivo para você mergulhar no mundo da tecnologia é que, segundo dados da  Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), em 2020 o déficit de mão de obra qualificada pode chegar a 408 mil profissionais. As oportunidades são diversas em várias áreas. Desde o desenvolvimento de softwares, aplicações, jogos, aplicativos, sites, sistemas; segurança de informação, suporte técnico, vendas, qualidade de software, gestão de redes, infraestrutura, banco de dados, marketing; entre tantas outras opções. Esse déficit já ocorre na Europa, que vive um período escasso de profissionais de tecnologia.

Comunidades

O suporte, apoio e inspiração de outras mulheres, muitas vezes, pode ser determinante para o crescimento do número de mulheres na TI. Para isso, o papel das comunidades, eventos e meetups são fundamentais. Apoiar, criar e participar de eventos é um grande fator de motivação e crescimento.

Conhecer mulheres inspiradoras, mulheres que já passaram pela mesma situação que você, aconselhar alguém que vive o que você viveu, compartilhar conhecimento, aprender, conhecer pessoas novas,  melhorar o seu currículo são algumas das muitas vantagens de se envolver com a comunidade.

Que dica você daria para as mulheres que desejam entrar no mundo da tecnologia? Comente e vamos ampliar esse debate necessário 😉

Quer ouvir mais podcasts? Fica de olho no Academy. Lá você encontra muitos materiais bacanas para aprendizado e especialização.

Jéssica Beltrame
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