Server Side SEO

Em parceria com a SEMrush, fizemos, no dia 08/11, um webinar sobre Server Side SEO. Afinal, lançar ou migrar seu site não é apenas selecionar uma entre as várias opções disponíveis. Na apresentação, mostramos os principais pontos que você precisa observar para garantir estabilidade na sua aplicação e uma ótima experiência para seus usuários e clientes.

Veja a gravação do Webinar e acompanhe abaixo as nossas principais dicas:

Conteúdos

O que é SEO?

SEO é o conjunto de ações em três frentes (Tecnologia, Conteúdo e Reputação) que visa tornar um site acessível e indexável pelos robôs dos buscadores, chamados crawlers ou spiders. Vamos tratar uma pequena parte na frente de tecnologia, que além das características do servidor, inclui:

  • Linguagem de Programação Utilizada;
  • Compatibilidade Mobile;
  • Velocidade de Renderização;
  • Arquivos de robôs (robots.txt e sitemap.xml);
  • Estrutura de URLs;
  • Consistência de Navegação (Erros 404);

A localização (física) do servidor importa?

Resposta curta: Sim.

Antigamente, quando o Google estava aprendendo a ser o que é hoje, ele considerava apenas a TLD para determinar a localização física de um site. Posteriormente, por volta de 2001 o Google passou a considerar não apenas o TLD, mas também o endereço IP do servidor, tornando esta variável um fator de rankeamento. Hoje em dia, com o advento dos CDNs, a localização física do servidor não afeta diretamente a posição no rank das SERPs, mas pode interferir em outros aspectos, como a experiência do usuário e o tempo de carregamento de uma página.

Local SEO

A localização física do servidor tem um peso maior quando estamos otimizando um site que tenha como foco um país específico, por isso é necessário alguns cuidados como:

  • Servidor com IP dentro do range do país alvo;
  • ccTLD (Country Code Top Level Domain) Ex: .com.br;
  • Extra Tip: Reforçe o nome do país alvo no seu conteúdo.

Velocidade de Carregamento

Quando o assunto é velocidade de carregamento a sigla TTFB é a mais falada – e temida. Ela se refere ao tempo que o servidor leva para enviar o primeiro byte de resposta a uma requisição HTTP. Esta não deve ser, nem de longe, sua maior preocupação, pois ele depende de uma série de fatores que nem sempre estão ao alcance (ou são responsabilidade) da infraestrutura. Por exemplo, se utilizarmos um CDN com cache, o TTFB aumenta bastante, mas o tempo total de carregamento é menor. Entre os fatores que influenciam neste tempo estão:

  • Externos
    • Largura da Banda
    • Saltos (redirecionamentos)
    • Sistema de Nome de Domínio (DNS)
  • Internos (Infraestrutura)
    • Recursos do Servidor
    • Disponibilidade do Servidor
    • Limitação de Tráfego
  • Internos (Aplicação)
    • Querys SQL ineficientes
    • Funções mal escritas/executadas com loop
    • Arquivos de imagem grandes demais
    • Muitas requisições HTTP
    • Scripts Síncronos

CDN

Um CDN (Content Delivery Network ou Rede de Entrega de Conteúdo) é um backbone transparente que tem a função de fornecer conteúdos (páginas HTML, imagens, vídeos, etc) para os usuários a partir de uma rede de servidores espalhados pelo mundo. A utilização dos CDNs tem como objetivo:

  • Reduzir a latência;
  • Reduzir consumo/custo de largura de banda;
  • Minimizar a utilização de recursos do servidor;
  • Pode ter cache habilitado.
Como Funciona?

Através de direcionamentos DNS a rede detecta a origem da requisição e direciona o acesso para o servidor mais próximo do usuário.

como-funciona-um-cdn

Domínios, Subdomínios e Diretórios

Um dos tópicos mais discutidos pelos profissionais de SEO é se devemos fazer a separação de conteúdos (seja de versões internacionais, seja por simples organização de conteúdos) utilizando domínios distintos, subdomínios ou diretórios.

Anatomia de um Domínio

Domínios são nomes utilizados para encontrar um determinado site na internet. Foram criados para facilitar a memorização de endereços online, que até sua criação era apenas uma sequência pouco lógica de números (IP).

anatomia-do-dominio

Top Level Domain (TLD)

Também conhecidas como extensões de domínio, o que vem depois do ‘.’ no final da marca/palavra-chave. As extensões mais utilizadas são:

  • .com
  • .net
  • .org
  • .gov (restrita)
Country Code Top Level Domain (ccTLD)

Nada mais é do que uma versão nacional de uma TLD. São utilizadas para segmentar por região sites e portais. No Brasil as ccTLDs mais comuns são:

  • .com.br
  • .net.br
  • .org.br
  • .br (restrita)
  • .gov.br (restrita)
Generic Top Level Domain (gTLD)

Novas extensões de domínio criadas em função da alta demanda de domínios. O fato do domínio ser genérico não interfere no SEO de um site, desde que sejam respeitadas as recomendações apresentadas anteriormente.

Subdomínios

Subdomínios são segmentações do seu domínio principal. Caracterizados por um conjunto de caracteres alfanuméricos que precedem o domínio. Um subdomínio pode conter uma aplicação totalmente isolada do domínio principal, seja fazendo uso de subdiretório do mesmo host, ou até através de um redirecionamento de DNS, que aponta o usuário para outro Host.

O problema do Subdomínio

Os buscadores tratam subdomínios como sites diferentes e independentes do domínio principal, tal como o root domain (dominio.com) e o diretório de site padrão (www.dominio.com). O mesmo ocorre se um determinado domínio for acessível a partir de dois protocolos distintos (http:// e https://). Isso significa dizer que quando um link vem de um domínio e aponta para um subdiretório deste mesmo domínio (ou vice-versa) existe um repasse direto das métricas entre os conteúdos (origem → destino) e o domínio como um todo é beneficiado com os links que os subdiretórios agregam. Mas quando um link vem de um um subdomínio, a relevância da correlação entre os conteúdos não é tão forte, transferindo menos valor para os conteúdos linkados, beneficiando os subdomínios de maneira independente.

juice-subdominio-e-subdiretorio

Diretórios

Diretórios, como o nome diz, são pastas dentro do diretório raiz da sua hospedagem. Esta estrutura permite melhor organização do conteúdo do site, além de proporcionar uma estrutura lógica (para humanos) da sua URL.

Mas qual a melhor opção?

A definição da melhor estratégia vai depender de diversos fatores, entre eles:

  • Seu site vai oferecer conteúdo em mais de um idioma?
  • Mais de uma aplicação no mesmo ambiente?
  • Que tipo de conteúdo você vai disponibilizar?
  • Como os outros players fazem? Quem é líder? Como ele trata essa questão?

É importante ter em mente que muitas vezes este é o tipo de deliberação que não precisa ser feita. Se você está desenvolvendo um blog que vai oferecer conteúdo apenas em português e não tem intenção de utilizar o mesmo ambiente para outras aplicações, então a melhor alternativa é registrar um ccTLD e deixar tudo na raiz.

Migração

Grande parte dos problemas relacionados à migração de infraestrutura acontecem por falha de planejamento. É comum acontecer de desenvolvedores estimarem errado as especificações necessárias para aplicação. Portanto, para que a migração entre hosts seja bem-sucedida é importante tomar alguns cuidados ANTES, DURANTE e DEPOIS.

Antes da Migração

  • Conheça BEM as características do seu novo servidor
    • Processamento
    • Memória
    • Largura de Banda
    • Sistema Operacional (Windows ou Linux)
    • Banco de Dados
    • Limites de Conexões Simultâneas
    • E-mail
    • Versões: IIS, PHP, Apache, etc.
    • Possui Acesso Root? Algumas configurações, como limite de memória e redirecionamentos exigem esse nível de permissão.
  • Conheça BEM as dependências da sua aplicação
    Ela utiliza recursos específicos? O novo host possui suporte à eles?
  • Onde estão (fisicamente) os servidores?
  • Qual o melhor momento para realizar a migração?
    Observe os períodos no dia em que seu site ou aplicação tenha menos acessos. Como será necessário realizar diversas requisições (FTP, Banco de Dados, etc) é possível que os usuários ativos sejam impactados.

Executando a Migração

  • Certifique-se de que o novo ambiente está corretamente configurado para a receber a sua aplicação.
  • Faça em etapas.
    • Inicie pelo banco de dados, normalmente o conjunto mais delicado de uma aplicação.
    • Depois migre os arquivos e diretórios.
    • Finalize a migração – se for o caso – com as contas de e-mail.
  • Bonus Tip: Utilize o GoodBye.Host

Depois da Migração

  • TESTE, TESTE e TESTE: Uma vez feita a migração dos arquivos e banco(s) de dados, você pode criar uma regra DNS do tipo A no seu domínio e apontar para o novo ambiente. Assim você consegue ter as duas aplicações rodando simultaneamente e poderá executar testes de performance para identificar o ganho real em desempenho no novo ambiente.
  • Crie os redirecionamentos necessários
  • TESTE, TESTE e TESTE: Seja exaustivo em seus testes. Garantir que tudo está funcionando como deveria é o mínimo que você pode fazer para não ter dor de cabeça no final.
  • Faça as alterações definitivas do seu DNS
  • Depois de tudo devidamente testado é hora de configurar seu DNS para apontar para o novo servidor.

Redirecionamentos e Reescritas de URL

Os redirects são, ao mesmo tempo, os maiores aliados e piores inimigos dos profissionais de SEO. Essa dicotomia acontece porque os redirects são tanto uma soluções para problemas sérios, como alteração de domínio, mudança de URL, quanto uma dor de cabeça imensa se mal executados. Para minimizar os riscos e garantir que tudo vai funcionar direitinho, é importante ter em mente que tipo e qual o motivo dos direcionamentos.

Tipos de Redirects

Temporário (302)

Redirecionamentos temporários são utilizados nos casos em que uma página mudou de endereço (URL) ou está inacessível temporariamente, como landing pages sazonais (Ex: Black Friday). Neste caso:

  • A URL original da página continua no índice dos buscadores;
  • A URL original permanece com todas as métricas inalteradas, não transmitindo nada a URL temporária.
  • Pode ser revertida sem prejuízos ao SEO do site.
Permanente (301)

Redirecionamentos Permanentes são utilizados nos casos em que uma página saiu do ar ou foi movida permanentemente. Também utilizadas em casos de mudança de domínio e estrutura de URL. Com isso:

  • A URL original sai do índice dos buscadores;
  • A URL nova recebe todas as métricas da anterior;
  • A reversão deste direcionamento pode afetar o posicionamento das landing pages envolvidas.
Observação 1: Caso a migração envolva, além da mudança em infraestrutura, também domínio, é necessário fazer os direcionamentos ANTES de concluir alterar os DNSs.
Observação 2: Alguns CMS possuem scripts que tratam estes redirecionamentos. Procure saber se seu CMS possui este recurso.

Reescrita de URL

Diferente dos redirecionamentos, a reescrita de URL não envia o usuário para outra URL, ela apenas altera a forma como o site apresenta determinada URLs. Este recurso é utilizado para tornar URLs mais amigáveis, ocultando parâmetros ou inserindo diretórios na estrutura.

robots.txt & .htaccess/web.config

Alguns arquivos chave para a otimização de um site são os de configuração (.htaccess e web.config) e o robots.txt.

robots.txt

Este arquivo é responsável por passar as orientações de como os robôs (crawlers) devem se comportar dentro do seu site. Todos os crawlers bem intencionados são programados para respeitar estas orientação. Entre as configurações mais utilizadas estão:

  • Páginas/Diretórios permitidos ou bloqueados;
  • Restrição por tipo de crawler a um diretório permitido/bloqueado
  • Informar a URL do sitemap.xml

Permitir acesso de todos os robôs a todo o site

 
User-agent: *
Disallow:

Bloquear acesso de todos os robôs a todo o site

 
User-agent: *
Disallow:/

Permitir acesso apenas ao robô do google a todo o site

 
User-agent: Googlebot
Disallow:

Permitir acesso à algum arquivo ou subdiretório previamente bloqueado por outra regra

 
User-agent: *
Disallow: /imagens
Allow: /imagens/publico

.htaccess / web.config

Tanto em servidores Windows quanto em servidores Linux é possível editar algumas configurações do ambiente. Para ambientes linux utilizamos o arquivo .htaccess e para Windows o web.config. Em ambos os casos, entre outras funcionalidades, os arquivos permitem a criação de regras de redirecionamento e reescrita de URL.

Atenção! A validação das regras nestes arquivos de configuração depende do servidor de hospedagem.
  • No Windows, por exemplo, caso você tente alterar alguma regra que esteja bloqueada pelas configurações padrão do servidor, o sistema apresentará um erro de compilação.
  • No Linux a regra simplesmente não é aplicada, sem apresentação de erros no seu site.

Tipos de Hospedagem

Compartilhada

Normalmente a primeira opção para novos sites e aplicações. Neste formato você tem acesso limitado às configurações do servidor, como versão do apache, iis, etc. Por se tratar de um ambiente compartilhado com outros clientes, o custo do serviço é relativamente baixo, pois uma única máquina pode comportar diversos clientes/sites, dividindo entre todos os usuários o custo de manutenção.

VPS (Virtual Private Server)

O VPS é um servidor virtual que utiliza recursos exclusivos. Em poucas palavras trata-se de um servidor físico dividido em diversos servidores virtualizados, com recursos de memória e processamento reservados para seu uso exclusivo. Seu gerenciamento é mais complexo do que o servidor compartilhado, ficando a cargo do cliente. Alguns hosts possuem opção de VPS gerenciado pela empresa, o que torna a manutenção do servidor mais fácil, porém mais cara.

Cloud

Ai invés de ter uma máquina fracionada em diversos ambientes com recursos limitados, como VPS, o Cloud é um ambiente que utiliza recursos de diversos servidores, proporcionando uma redundância de hardware, alta escalabilidade e recursos praticamente ilimitados.

Para saber mais sobre diferentes tipos de hospedagem, confira nosso guia Hospedagem Compartilhada, VPS, Cloud Server e Cloud Sites

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