Campus Party Brasil 2017: o maior evento de tecnologia do mundo

Neste final de semana terminou a décima edição da Campus Party Brasil, o maior evento de tecnologia do mundo. Ao menos segundo o slogan do evento. Se é ou não é o maior do mundo, isso eu não sei, mas que é o maior que já pude participar, isso com certeza.

Mais de 120 mil pessoas passaram pelo pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, durante os dias do evento, que aconteceu entre 31/01/17 e 05/02/17. Cada um com suas motivações, suas curiosidades, sua bagagem pessoal (muitas vezes no sentido literal mesmo) e em busca de algo único. Sim, porque apesar da tecnologia ser o mote principal para os campuseiros, cada um deles estava atrás de uma de suas facetas, ou até mesmo de ser surpreendido pelo que a inovação do evento podia proporcionar. E obviamente a Umbler não podia ficar de fora dessa, sendo a única empresa de hosting presente no evento.

E que evento!

Quando saímos do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre/RS, rumo ao evento em São Paulo, na manhã do dia 31, eu e o Marcos Artigas (um dos líderes em desenvolvimento da Umbler) não sabíamos exatamente o que esperar do evento, uma vez que nunca tínhamos participado. O que iria acontecer durante aquela semana tão aguardada por diversos entusiastas de tecnologia e inovação? Qual era o foco do evento? Por que tanta gente ia com barraca e equipamentos de informática ao invés de ficar no conforto e um hotel? Porque a mídia fazia questão de cobrir com tanta ênfase esse evento todos os anos? Essas e outras perguntas passavam pela nossa cabeça e foram sendo respondidas, uma a uma, durante nossa participação no evento, que se deu em dois momentos: como expositores, e como participantes.

Vimos os dois lados da moeda.

O evento abria no dia 31, mas foi no dia primeiro de fevereiro que o evento começou a ferver realmente, logo cedo, às 08h da manhã para quem, como nós, eram expositores. Com uma área central completamente destinada às startups (incluindo a Umbler), ficamos durante dois dias inteiros com um estande bem no coração da área gratuita do pavilhão, que apesar de não necessitar de entrada, dispunha de coisas tão ou mais incríveis do que muito evento caro que acontece por esse Brasil afora.

As startups dividiam a atenção dos visitantes com uma competição de drones que envolvia circuitos e acrobacias. Dividia a atenção dos visitantes com uma arena onde robôs criados por estudantes de diversas faculdades brasileiras lutavam até que somente um restasse em pé. Dividia a atenção de todos com simuladores de última geração: de carros de fórmula 1 à aviões civis, de caças da Segunda Guerra à asa delta, passando por carros de corrida e muito mais. Empresas que já não são startups há muito tempo (seja por tempo de vida, seja por faturamento) faziam de tudo para atrair o público para suas áreas como o bar regado à energético da TNT que fazia shows à noite, ou como a rádio móvel da Disney que entrevistava transeuntes. Ou ainda como o gigantesco estande do Submarino que liberou uma área enorme de free play para os fãs de futebol no videogame e Just in Dance pudessem mostrar suas habilidades ao público, gerando uma euforia digna de shows de rock internacionais.

No meio de todas essas explosões de estímulos estávamos nós, com um modesto porém muito bem arrumado estande, inicialmente um pouco intimidados pela grandiosidade do que estava ao nosso redor, mas que rapidamente tomamos as rédeas da nossa situação e logo formavam-se grupos de pessoas, entre clientes e futuros clientes, trocando ideias com a gente sobre hosting, necessidades de projetos, problemas com outras plataformas e muito mais. Comentários como “achei que vocês eram gringos” e “um amigo meu usa e ‘super’ recomenda” eram frequentes, o que nos deixa muito feliz, pois atestavam nossa qualidade. Outros comentários, como “preciso de Python” ou “quando sai o NodeJS?” confirmam nossas suspeitas do que é melhor para o produto e nos tranquilizam de que estamos no caminho certo. Muitas novidades aguardam nossos usuários em 2017, mas isso é assunto para outro post!

Dois dias como expositores nos mostraram o quão variado é o público da Campus. Por exemplo: diferentemente de eventos de tecnologia ao qual estou acostumado a ir, aqui o machismo não tinha vez e muitas, mas muitas mulheres visitavam e participavam como expositoras no evento e, principalmente, longe de serem apenas rostos bonitos para chamar a atenção. Fico aqui imaginando (e torcendo) para que isso seja um reflexo de um aumento no número de mulheres interessadas em tecnologia e inovação no país. Além disso, muitos jovens de escolas visitavam a feira (ou seria melhor dizer, a festa) com deveres de casa anotados em papéizinhos, com alguns scripts de perguntas e muito felizes com o que iam descobrindo a cada estande: que existem tantas empresas bacanas para se trabalhar aguardando eles após a escola.

Mas isso não era tudo, estávamos apenas na metade do evento…

Nos dias 03 e 04 de fevereiro deixamos o “chapéu” de expositores para trás, mas não o de empreendedores. Uma vez “livres” para visitar o outro lado do evento, na parte paga, estávamos ávidos por ver o que realmente chamava a atenção do público que pagava centenas de R$ para participar da Campus, e principalmente, assistir as palestras que aconteciam em diferentes palcos com temáticas como empreendedorismo, mídias sociais e é claro, o palco principal que era a cara do evento: de doutores em bioinformática à gigante dos games Blizzard, se via de tudo por lá. Pudemos assistir palestras incríveis de gigantes que usamos todos os dias como OLX, Google e muito mais. Entendemos como o desenhista do McDonalds evoluiu seu traço até os dias de hoje ao mesmo tempo que outros visitantes viam uma “batalha” de maquiadoras e youtubers.

Pudemos ver de perto a fantástica exposição de case mods (aquelas modificações feitas nos gabinetes dos computadores, sabe?), ver na prática diversos modelos de impressoras 3D funcionando (e criando!), pessoas construindo (e destruindo) robôs, drones e uma infinidade de dispositivos que eu nem faço ideia para quê servem. Cientistas faziam fórmulas em suas mesas de trabalho e levavam a multidão à loucura quando tudo virava fumaça, ao mesmo tempo em que filas se amontoavam para jogar o novo game de Resident Evil usando óculos de realidade virtual ou digirindo virtualmente o novo Ford Fusion Hybrid no estande da montadora americana. Eram tantas, mas tantas as opções do que fazer, do que experimentar, do que assistir, que escrevendo agora chega a parecer surreal tudo isto ter acontecido ao mesmo tempo, no mesmo lugar.

Mais um dia na #CPBR10 e não paramos de encontrar projetos bacanas, como esses desktops customizados! 😍

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Talvez se me contassem isso tudo, eu nem acreditaria. Afinal, é difícil de acreditar que palestras lotavam à meia-noite e que shows de djs eram precedidos por palestras sobre empreendedorismo, inovação e responsabilidade social. Que empresas centenárias como Banco do Brasil, John Deere e Ford estavam desesperadas por entrar em contato com esta nova geração de amantes por tecnologia. Que embora muitos de nós estávamos lá uma vez que tecnologia é nossa profissão, tantos outros usavam a tecnologia como instrumento de diversão. E que a fusão desses dois mundos é que gerava uma Campus tão plural e tão incrível.

O evento se tornou, durante os dias de seu acontecimento, um tecno-órgão vivo e pulsante em São Paulo, com linguagem e economia próprias (aliás, até mesmo um ATM de Bitcoin tinha por lá) e uma população ainda mais singular. Voltamos pra casa cansados, muito cansados, mas com a sensação de dever cumprido. Seja como empresa inovadora que somos e que tinha tudo a ver com o propósito do evento, seja como visitantes ávidos por uma experiência inesquecível que recomendamos à todos.

Se você tiver a oportunidade um dia, visite a Campus Party Brasil, o maior evento de tecnologia do mundo.